Estevam Luiz

É fato que com o avançar da idade os níveis hormonais, inclusive o da testosterona caem, e já existe forte correlação, segundo alguns estudos, da baixa da testosterona com a obesidade.

É fato também que muitos pacientes obesos sequer tem seus níveis hormonais avaliados, sendo atribuído apenas ao consumo alimentar o fator causal da obesidade.

Ao longo de nossas vidas, os hormônios sexuais controlam a forma como olhamos, sentimos e pensamos. Estudos mostram que os níveis baixos de testosterona estão fortemente correlacionados com a obesidade e síndrome metabólica em homens. Na verdade, agora há provas convincentes de que baixos níveis de testosterona não são apenas marcadores para o desenvolvimento da síndrome metabólica, mas que são susceptíveis para ser parte de sua causa. A suplementação de testosterona vem sendo usada nos centros mais desenvolvidos e por médicos mais atualizados e atuantes nessa área como forma de tratar a obesidade, resistência à insulina, e os outros componentes do metabólica síndrome metabólica.

A visão tradicional era que a obesidade veio primeiro, e que baixos níveis de testosterona era simplesmente o resultado. Isso faz sentido, porque o tecido adiposo é um modulador hormonal extremamente ativo, particularmente para testosterona e estrogênio. Uma enzima no tecido adiposo conhecido como aromatase converte a testosterona em estradiol, o principal estrogénio em seres humanos. A atividade da aromatase em excesso diminui a testosterona e aumenta os níveis de estrogênio, resultando em uma série de mudanças deletérias ao corpo do homem. Concentrações de testosterona baixa no sangue são intimamente correlacionadas com elevado índice de massa corporal (IMC), juntamente com índices elevados de gordura corporal em relação a massa magra.

Na verdade, níveis baixos de testosterona podem estar entre os primeiros sinais detectáveis que um homem está passando pelas mudanças corporais que mais tarde se tornarão aparentes como a obesidade e a síndrome metabólica. A primeira evidência foi fornecida por estudos em homens submetidos a terapias de supressão de andrógenos para redução de testosterona afim de tratar o câncer da próstata.  Em um estudo, mais de 50% dos homens submetidos a essa terapia supressiva de longo levou ao desenvolvimento da síndrome metabólica, que se manifesta, particularmente, pelo aumento da obesidade abdominal e elevação da pressão arterial. Existem outras evidências, homens que foram submetidos a castração devido ao câncer evoluem com o aumento do IMC e subsequentemente a síndrome metabólica.

Caminhando em sentido contrário, homens que recebem a terapia de reposição de testosterona para tratamento do hipogonadismo (diminuição da produção de testosterona) experimentam uma progressão mais lenta para a síndrome metabólica, diabetes ou doença cardiovascular. A testosterona tem efeitos benéficos sobre a regulação da insulina, perfil lipídico e pressão arterial.

A partir de meia-idade, os níveis de testosterona dos homens começam um declínio constante, culminando no chamado “andropausa”, um estado definido como deficiência na produção de andrógenos, particularmente o da testosterona. Na mesma escala de tempo, os homens começam a ganhar peso, com aumento do percentual de gordura e  perda da massa magra. Assim sendo o declínio de testosterona associada à idade está intimamente associada com a deposição de gordura abdominal, especialmente a visceral e a síndrome metabólica.

Diante do que foi dito até aqui surge então a pergunta que não quer calar: Mas como é que a testosterona afetam a obesidade e metabolismo? Na verdade, a testosterona, como a maioria dos hormônios, tem vários tecidos-alvo, assim passa-se a compreender agora, por exemplo, que a testosterona desempenha um papel vital no equilíbrio de glicose, insulina e no metabolismo em geral. Um mecanismo é a poderosa estimulação da sensibilidade à insulina em homens. Na verdade, os especialistas reconhecem agora que baixos níveis de testosterona é  um fator de risco independente para a resistência à insulina (“pré-diabetes”), diabetes do tipo 2 e a síndrome metabólica com todas as suas consequências.

Declínio dos níveis de testosterona também estão intimamente ligados a um aumento constante dos marcadores de inflamação como a proteína C reatica (PCR). A inflamação desempenha um papel crítico no desenvolvimento da obesidade e muitas das suas condições relacionadas, tais como a aterosclerose e câncer. E a inflamação também está intimamente envolvida na resistência à insulina e do diabetes tipo 2. Ao mesmo tempo, a gordura depositada como resultado de uma deficiência de testosterona produz níveis crescentes de citocinas inflamatórias.

Juntos, esses resultados demonstram as relações íntimas entre testosterona e uma série de condições crônicas. Com efeito, o pensamento atual é que muitas das doenças típicas de homens de mais idade, tais como aterosclerose, hipertensão, diabetes, disfunção erétil e não de fato entidades separadas ou distintas, ela são vistas como parte integrante de uma condição,  os baixo níveis de testosterona níveis de testosterona. Levamos assim a mudar muito o nosso olhar acerca do tratamento da obesidade.

De uma maneira simplificada a obesidade faz com que os níveis de testosterona caiam, como a maior ativação da aromatase aromatase no tecido adiposo que como dito anteriormente converte a testosterona em estrogênio.

Nova evidência demonstra que o oposto também é verdadeiro: queda dos níveis de testosterona predispões o desenvolvimento e causa da obesidade e síndrome metabólica.

HoT PoInTs:

A testosterona tem um forte impacto sobre muitas características do metabolismo, principalmente glicose, insulina, e regulação de gordura. O declínio nos níveis de testosterona com a idade pode explicar por que tantos homens a partir dos 35 a  40 anos tem uma dificuldade em reduzir o peso, mesmo estando em dieta e treino regulares.

Os especialistas estão chamando agora para verificar os níveis de testosterona regularmente como o melhor indicador precoce de risco para a síndrome metabólica.

A terapia de reposição de testosterona tem se mostrado eficaz na redução do peso corporal, com redução do teor de gordura, e da resistência à insulina.

Todos os homens, e não apenas aqueles já com sobrepeso ou obesos, devem dosar sua testosterona.

21 de fevereiro de 2018

A relação testosterona baixa e obesidade

É fato que com o avançar da idade os níveis hormonais, inclusive o da testosterona caem, e já existe forte correlação, segundo alguns estudos, da baixa […]
5 de fevereiro de 2018

Avaliando o seu Grau de Condicionamento Físico e Stress com o Sistema Nerve Express

Por: Estevam Luiz Quase nunca pensamos o quanto o stress é prejudicial à saúde e que vários sintomas relacionado a ele, como o cansaço, irritação, depressão, […]
31 de janeiro de 2018

IMPLANTE HORMONAL DE TESTOSTERONA

Por: Dr. Estevam Luiz   O implante hormonal, também conhecido com chip hormonal é uma preparação sólida na forma de tubo, com 3 a 9mm de […]
1 de dezembro de 2017

Série sobre HIV – Parte I

Desde os primeiros caso de AIDS descritos em meados de 1981, a infecção por HIV tornou-se a maior pandemia do século XX e infectou 67 milhões […]